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Novidades e notícias da Santa Jerusalém. Produtos, eventos e acontecimentos.



Gênesis - Parte 4
Dom, 20 de Maio de 2012 09:55
Além de lhe oferecer artigos relígiosos legítimos da Terra Santa, a Santa Jerusalém tem o prazer de apresentar os livros de Efraim Rushansky. Confira na nossa Loja Virtual. Para você, evangélico que tem interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o palco bíblico, a Santa Jerusalém proporciona diferentes artigos sobre a Terra Prometida. Segue abaixo um trecho do livro “Leitura Interpretada do Livro de Gênesis”, de Efraim Rushansky:

 

Abraão

 

“Apareceu o Senhor a Abraão nos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado a Estrada da tenda, no maior dia de calor.” Abraão vê três homens em pé em frente a sua tenda, o que significa segundo os costumes de hospitalidade no deserto que eles esperam ser convidados a entrar.

O fato de Abraão corer e não caminhar ao encontro deles, mostra como ele estava ansioso em cumprir uma “mitzva” boa ação, recebendo os estrangeiros na sua casa.

Apesar dos homens serem três, ele se dirige aos anjos usando o termo Senhor no singular, como se Abrão estivesse se dirigindo ao próprio Deus, tendo ele prostrado por terra, em sinal de humanidade.

Ele continua falando no singular dizendo: ‘’Senhor meu, se acha graça em tua presença, rogo-te que não passes do teu servo’’ Gn.18.3. continuando a descrever tudo que iria preparar para as ilustres visitas, passando então a tratá-las no plural, ‘’refazei as vossas forças, visto que chegastes até vosso servo’’ Gn.18.5.

Apesar de estar claro ser Abraão um poderoso chefe tribal, ele próprio escolhe e serve os alimentos para as visitas, mostrando quão grande era sua humildade e hospitalidade. Este evento sem dúvida irá server de parâmetro para demonstrar a falta de hospitalidade dos homens de Sodoma e Gomorra, como iremos ver mais adiante.

 

 

 
Noé
Avaliação do Usuário: / 4
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Qui, 09 de Fevereiro de 2012 15:25
Além de lhe oferecer artigos relígiosos legítimos da Terra Santa, a Santa Jerusalém tem o prazer de apresentar os livros de Efraim Rushansky. Confira na nossa Loja Virtual. Para você, evangélico que tem interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o palco bíblico, a Santa Jerusalém proporciona diferentes artigos sobre a Terra Prometida. Segue abaixo um trecho do livro “Leitura Interpretada do Livro de Gênesis”, de Efraim Rushansky:

 

Noé

 

A bíblia descreve as qualidades morais de Noé salientando ser ele o único justo “nas gerações” usando o termo “dor” “geração” no plural “dorotav”, pois a Tora queria salientar que não só na sua geração ele havia se ressaltado pelo seu comportamento moral, porém que Noé fora único desde a criação do mundo, e que não havia existido homem justo como Noé até então, apesar de existirem interpretações distintas sobre o uso da palavra “dorotav”. Entre as diversas interpretações da bíblia existem estudiosos que não põem Noé como o “tzadik” justo ultimativo, e sim como um justo relativo a sua geração, pois está claro ter sido a sua geração uma geração de pecadores.

O fato de ser Noé justo de maneira absoluta ou relativa, irá permitir a Deus destruir todo o resto da criação sem criar injustiça, deixando claro a existência de um salário para as boas ações, e uma punição para as más ações.

Esta foi a primeira, porém não será a única vez que Deus descontente com o comportamento moral dos homens, decide se não aniquilar a humanidade na sua totalidade, pelo menos destruir uma região como foi o caso de Sodoma, Gomora, ou mais tarde a cidade de Ninive.

Ao contrário do dilúvio na época de Noé e Sodoma nos tempos de Abrão, a cidade de Ninive recebeu a chance do arrependimento, e para lá Deus não mandou anjos anunciarem a destruição e sim o profeta Jonas, um ser humano de carne e osso que irá conclamar a cidade para que retornem aos bons caminhos, ou seja, “hazara beteshuva”.

Vale a pena salientar a diferença entre Noé e Abrão, dois personagens do livro de Gênesis frente a problemática da destruição divina. Abrão interveme tenta evitar a destruição de Sodoma, enquanto Noé escuta o plano divino de destruir a humanidade, e em nenhum momento tenta interferir buscando evitar a destruição.

 

 

 
Gênesis - Parte 3
Sex, 27 de Janeiro de 2012 12:38
Além de lhe oferecer artigos relígiosos legítimos da Terra Santa, a Santa Jerusalém tem o prazer de apresentar os livros de Efraim Rushansky. Confira na nossa Loja Virtual. Para você, evangélico que tem interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o palco bíblico, a Santa Jerusalém proporciona diferentes artigos sobre a Terra Prometida. Segue abaixo um trecho do livro “Leitura Interpretada do Livro de Gênesis”, de Efraim Rushansky:

 

O pecado

 

Mas a serpente, o mais sagaz de todos os animais que o Senhor Deus tinha criado, disse a mulher; “ É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim” Gn.3.1. O exageiro usado pela serpente quando indaga se Adão e Eva estavam proibidos de comer de todas as árvores do paraíso faz com que a resposta de Eva comece a falar sobre o permitido dizendo que a proibição de não comer se restringia unicamente a uma árvore especifica.

Uma pergunta se faz necessária questionar depois desta introdução.

Adão, como nos foi descrito, é o pai da humanidade criado por Deus a sua semelhança. Eva, a primeira mulher a que nos referimos, é a auxiliadora de Adão que Deus criou para que ele não se sentisse tão só. Porém quem é a serpente da nossa história, já que durante a criação do mundo ficou mais do que claro que todos os animais foram criados por Deus, e na bênção de Deus a Adão ele o sobrepõe como dominador de todos os animais.

Como o estado superior de Adão e Eva, se compatibiliza com o fato de ser neste episódio a serpente mais astuta que o homem? Dona de capacidades que não são características de animais como a fala e raciocínio lógico. Seria a serpente um animal natural como todas as outras criaturas criadas por Deus?

Um ser mitológico? Ou seria a serpente uma metáfora da alma do ser humano?

Nos é difícil admitir que o cronista bíblico depois de salientar de forma tão clara a inexistência de animais mitológicos durante a criação do mundo, colocasse logo no terceiro capítulo uma cobra falante. Este episódio levou os “hahamim” estudiosos bíblicos a levantarem a hipótese de que o diálogo entre a cobra e a mulher, não é mais que um metáfora do conflito inerente a alma do homem, entre o bem e o mal.

Apesar de não ficar definitivamente claro o caráter da serpente, o fato de ter Deus no versículo quatorze amaldiçoado a serpente condenando-a a ser maldita entre os animais, rastejar sobre o ventre, e ser eterna inimiga do homem, retira a possibilidade de se tratar de um animal sobrenatural por um lado, servindo a serpente como símbolo do conflito entre o bem e o mal existente no ser humano. O cronista deixa aberta a possibilidade de que talvez o diálogo com a serpente tenha se travado na alma de Eva.

 

 

 
Genêsis - Parte 2
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Seg, 23 de Janeiro de 2012 08:46
Além de lhe oferecer artigos relígiosos legítimos da Terra Santa, a Santa Jerusalém tem o prazer de apresentar os livros de Efraim Rushansky. Confira na nossa Loja Virtual. Para você, evangélico que tem interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o palco bíblico, a Santa Jerusalém proporciona diferentes artigos sobre a Terra Prometida. Segue abaixo um trecho do livro “Leitura Interpretada do Livro de Gênesis”, de Efraim Rushansky:

 

“No princípio criou Deus os céus e a terra” Gn.1.1

 

O primeiro passo no ato criativo do mundo foi dado, quando através da ordem divina foi criado o universo a partir dos três elementos que precederam o mundo material.

A expressão concreta deste ato se dá através da luz “Haja luz”.

Até então haviam três elementos definíveis que faziam parte do caos que precedeu a criação do mundo. A terra e a água são os dois elementos palpáveis, enquanto a escuridão é o elemento perceptivo. Esta descrição em nada contradiz a teoria científica do “Big Bang” pois em toda liberação de energia, afora o ruído e o movimento, a luz é o primeiro elemento a se manifestar.

“Chamou Deus a luz de dia e as trevas de noite.

Houve tarde e manhã, o primeiro dia” Gn.1.5

Depois de iluminar o mundo, Deus cria o firmamento separando as águas de baixo das águas de cima. Ou seja, o esfriamento da Terra faz com que parte das águas que estava suspensa em forma de vapor crie os rios, lagos e oceanos.

Em hebraico “rakia”, firmamento, representa o espaço que separa entre as águas de cima e as águas de baixo.

Não é por um acaso que o segundo dia da criação termina sem que Deus diga que “e viu Deus que isso era bom”. A razão desta omissão não é casual, e sim resultado de não ter Deus terminado por completo o formato das águas que ainda cobriam o que mais tarde virá a ser a terra firme. Ao contrário do segundo dia onde nem uma vez foi dito “é bom”, Deus repete no terceiro dia duas vezes “é bom”, pois além de terminar a separação das águas da terra, Deus criou a relva, ervas e árvores, criando os elementos da flora na ordem do primitivo ao complexo.

 

 

 
Gênesis
Ter, 17 de Janeiro de 2012 08:42
Além de lhe oferecer artigos relígiosos legítimos da Terra Santa, a Santa Jerusalém tem o prazer de apresentar os livros de Efraim Rushansky. Confira na nossa Loja Virtual. Para você, evangélico que tem interesse em aprofundar seus conhecimentos sobre o palco bíblico, a Santa Jerusalém proporciona diferentes artigos sobre a Terra Prometida. Segue abaixo um trecho do livro “Leitura Interpretada do Livro de Gênesis”, de Efraim Rushansky:

 

Gênesis - PARTE 1

 

Seguramente que as perguntas sobre as origens do universo em toda sua complexidade e quais são as raízes de cada nação sempre foram motivo de curiosidade e busca, não só do povo judeu como de todos os outros povos e civilizações em tempos passados, e no presente. Portanto não nos causa surpresa, a existência de tantas outras “Gênesis” por este mundo afora. Apesar de existirem outras estórias paralelas contando o princípio do mundo e dos povos na região do crescente fértil, o livro de Gênesis difere dos demais, pela qualidade única inerente ao caráter monoteísta da criação do mundo, na qual o Criador se encontra além da vivência da criação, e não como parte dela como acontece na mitologia pagã.

A primeira palavra do livro de Gênesis “bereshit” (no princípio) em hebraico, é seguida da palavra “bara” que significa criar no tempo passado. O termo (bereshit) é usado poucas vezes no A.T. enquanto (bara) é usado em exclusividade para designar a criação do mundo, definindo assim a criação divina como sendo distinta da criatividade humana ou da natureza que são regidas pelas leis da física.

Apesar da criação do mundo por Deus ter um caráter metafísico, não está implícito ter sido o ato criativo do mundo algo provido do nada absoluto. Ou seja, o existencial do inexistente como iremos ver mais adiante, pois o cronista bíblico descreve a terra, a água e a escuridão como elementos concretos no caos existente até então, e sobre o qual pairava o espírito divino.

 

 

 
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